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A Agência de comunicação é responsável por acompanhar e produzir conteúdo exclusivo e interessante a respeito dos eventos que compõem e Mundo CM, simulando todo o processo de produção, edição e confecção de jornais digitais, físicos e por vídeo. A AC conta com dois núcleos representando cada um uma agência de imprensa. Cada agência terá um jornal digital, um impresso assim como um jornal televisivo. Por meio da AC os delegados terão a oportunidade de vivenciar um ambiente agitado e diferenciado, com acesso aos comitês para a cobertura das simulações assim como coletivas de imprensa. A AC é meio pelo qual os próprios delegados, como jornalistas, influenciam os comitês e gabinetes por meio de sua força midiática.

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Muitos Estados estão cada vez mais dependentes do setor militar privado de segurança no desempenho de funções militares e de segurança, que, até recentemente, haviam sido realizadas por funcionários de governos (SORENSEN, 2017). Um estudo de dois anos da comunidade de inteligência dos Estados Unidos publicado pelo The Washington Post em 19, 20 e 21 de julho de 2010 constatou que empreiteiras e, em particular, contratados militares e de segurança, estavam desempenhando um papel fundamental nas atividades de inteligência nos Estados Unidos da América. O estudo concluiu que o governo dos Estados Unidos havia desenvolvido uma “dependência” de contratados privados, levantando a questão de saber se o governo ainda estava no controle de suas atividades mais sensíveis e importantes (USA, 2017).
A descrição do Washington Post da ampla gama de atividades em que contratantes privados estão envolvidos demonstra a extensão de seu envolvimento no desempenho de funções, que, até agora, haviam sido realizadas por funcionários do governo e poderiam se enquadrar na categoria de “funções inerentemente estatais”(USA, 2017).
Algumas empresas privadas militares e de segurança se tornaram tão poderosas, em termos do equipamento militar que possuem e da expertise que desenvolveram, que se tornaram parceiros indispensáveis nas atividades militares e de segurança de alguns governos. Há uma preocupação com o fato de que essa dependência pode levar a uma situação em que tal dependência pode tornar irrelevante os registros sobre violações de direitos humanos por parte dessas empresas (HRC, 2018).
Por exemplo, em junho de 2010, o governo dos Estados Unidos concedeu à empresa privada de segurança e militar Blackwater / Xe novos contratos no valor de US $ 220 milhões de dólares para proteger as instalações do governo dos Estados Unidos no Afeganistão e em outros lugares e fornecer serviços de proteção à CIA. Ao mesmo tempo, a empresa enfrenta vários processos, incluindo um processo criminal interposto pelo próprio governo dos Estados Unidos contra cinco funcionários da empresa em relação ao envolvimento da empresa no assassinato de 17 civis na praça de Nisoor, Bagdá, em setembro. 2007 (HRC, 2018).
A privatização da segurança é uma tendência global com os países em desenvolvimento na África e na América Latina na vanguarda do mercado de segurança privada. Em vários países, a segurança privada é um dos poucos setores em crescimento da economia e um dos principais empregadores privados. A maior empresa de segurança do mundo, a Group4Securicor (G4S) emprega cerca de 600.000 pessoas e é o segundo maior empregador privado do mundo. Está presente em cerca de 30 países da África e 22 países da América Central e América Latina. Na África do Sul, por exemplo, dados divulgados mostram que existem mais de 6.000 empresas de segurança privada registradas e ativas no país, empregando cerca de 400.000 guardas de segurança, o dobro do número de policiais. O Quênia têm cerca de 2.000 empresas de segurança privada registradas que empregam cerca de 50.000 pessoas; em Angola, 300 empresas de segurança privada têm cerca de 35.000 funcionários e a Nigéria possui cerca de 2.000 empresas.6 Na Colômbia, 3.392 empresas privadas de segurança e militares foram registradas em junho de 2009, e 500 novas buscavam registrar suas empresas (HRC, 2018).
A presença de empresas militares e de segurança privadas internacionais na África também está crescendo, à medida que as empresas aproveitam os baixos salários e os mercados em crescimento de seus serviços nessas economias emergentes. Estes países tornaram-se um terreno fértil para recrutamento para empresas militares e de segurança privadas internacionais, que recrutaram milhares de nacionais de países terceiros para as suas operações no Afeganistão e no Iraque. Só em Uganda, mais de 10 mil recrutas foram treinados para trabalhar no setor de segurança privada no Iraque(HRC, 2018).
A extensa privatização da segurança nos países em desenvolvimento, onde as instituições governamentais freqüentemente permanecem fracas, levanta questões importantes sobre as implicações de longo prazo da privatização, incluindo seu impacto na segurança pública, no reforço das desigualdades entre ricos e pobres e responsabilidade e de tais atores privados.

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A globalização, que diminui o espaço-tempo e derruba fronteiras nacionais, é a globalização do progresso hegemônico, que se sustenta naquilo que silencia, ou seja, na exclusão, na concentração de renda, no subdesenvolvimento e nos danos aos Direitos Humanos (GALIL, 2016) . Primeiramente tem-se o globalismo localizado, marcado pela réplica das experiências dominantes, como a atividade transnacional das empresas multinacionais. Simetricamente, produz-se o localismo globalizado, marcado pela opressão, exclusão e desestruturação do tecido social e de recursos econômicos (SANTOS 2009).
Nesse contexto, evidencia-se a insuficiência dos atuais marcos regulatórios sobre as empresas transnacionais (ETNs), que tem sua atuação pulverizada globalmente, mas reguladas de forma fragmentada pelos estados nacionais, usualmente vulneráveis.
Diante dessa insuficiência da regulação atual, a realidade em curso aponta para o surgimento da nova lex mercatória, que seria a auto-regulação desses agentes transnacionais por edição de normas de conduta internas e, em contrapartida, uma desregulação das ETNs pelo direito interno, por meio da flexibilização, deslegalização e desconstitucionalização de matérias que dificultem a atuação delas (jonge, 2011).
Se as normas de conduta colocam-se como brandas (soft law) para as empresas, duras são as consequências de seu, frequente, descumprimento, como o aprofundamento da exclusão social dos trabalhadores e o abuso ao meio ambiente (SANTOS, 2007).
Na conjuntura política internacional atual, as normas e os processos decisórios estatais deixam de ter como fundamento a política, que é substituída pelo mercado. A soberania estatal cede lugar ao poder econômico das ETNs. As consequências desse fenômeno da globalização econômica se mostram extremamente preocupantes no que tange a realização da Democracia e dos Direitos Humanos, que assumem uma tendência de regressão. Considerando que o estado tem a obrigação de proteção dos direitos fundamentais enquanto as ETNs baseiam seus ganhos de produtividade na degradação desses direitos (FARIA,1988).
O desrespeito das empresas transnacionais para com os direitos humanos continua a revelar-se como uma das grandes problemáticas que assolam a comunidade internacional: Trabalho escravo, crimes ambientais e exploração de mão de obra infantil são apenas alguns exemplos dessas violações cometidas por corporações que se expandem cada vez mais e mitigam progressivamente a soberania dos Estados. Desse modo, atualmente, pode-se notar uma verdadeira imunidade em nível internacional a essas empresas (WRM, 2017).
Foi perante a necessidade de cooperação e concertação política na América Latina e Caribe, em um contexto de desigualdade estrutural e de ausência de representação efetiva nos organismos dominados pelas grandes potências, que surgiu a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), formada por 30 países-membros. A organização apresenta-se como um importante mecanismo de diálogo e coordenação no que tange às relações políticas entre os estados membros, com relação a outros importantes blocos regionais e países emergentes. Nesse contexto de dificuldade de estabelecer obrigações precisas, de harmonizar em um Tratado as diferentes normas implicadas apresenta-se a CELAC como um dos meios para a proteção dos direitos humanos difusos na américa Latina e no Caribe.

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Desde a década de 1970 o Mar do Sul da China relaciona-se com as disputas territoriais sobre as ilhas que residem ao sul de sua expansão. Essas disputas territoriais refletem principalmente nas relações da China com as Filipinas, o Vietnã, a Malásia, Brunei, Taiwan e, além disso, dizem respeito às relações internacionais com o Japão, os Estados Unidos e a União Européia. A China reivindica autoridade sobre a região encapsulada pelas linhas de nove traços, que é um limite ambíguo estabelecido pela China principalmente sobre o Scarborough Shoal, as Ilhas Paracel, as Ilhas Spratly, bem como o Macclesfield Bank e as Ilhas Pratas, que são praticamente a totalidade. do Mar do Sul da China. Todos os estados costeiros ao Mar da China Meridional reivindicam soberania e jurisdição sobre a área ou parte da área. Isso levou à sobreposição de pretensões, levando a disputas concorrentes em relação às fronteiras marítimas da região.
As alegações de todos os Estados envolvidos permanecem ambíguas, o que torna a busca por uma solução ainda mais complicada.A China não apenas reivindica soberania, mas também tem forte resistência em lidar com as disputas que surgiram como resultado das ‘‘linhas de nove linhas’’, que contribuíram para o aumento das animosidades da crise e a intensidade das disputas (PCA, 2016).
A disputa no Mar do Sul da China tem suas implicações econômicas não apenas para os países da região, mas para o comércio internacional em geral. De fato, o comércio anual total através do Mar do Sul da China totaliza US $ 5,3 trilhões, com o comércio dos EUA respondendo por US $ 1,2 trilhão. Isso mostra o tremendo impacto que a região tem no comércio internacional, bem como seu lugar de importância como uma das principais rotas de transporte do mundo. Na eventual eclosão de um conflito armado na região, a ruptura do comércio internacional seria fatal mesmo para países não envolvidos diretamente no conflito (LONDON, 2017).
Em 2013, então, a República das Filipinas instaurou um processo de arbitragem contra a República Popular da China. Esta arbitragem dizia respeito à fonte dos direitos relativos à soberania no Mar do Sul da China e os efeitos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar sobre as reivindicações de direitos históricos da China dentro de sua chamada "linha de nove traços". Em segundo lugar, buscou uma decisão sobre se certas características marítimas reivindicadas pela China são adequadamente caracterizadas como ilhas, rochas, elevações de maré baixa ou bancos submersos sob a ótica das convenções internacionais. Além, buscou-se decisão relativa às ações chinesas no Mar do Sul da China, se violam ou não a Lei Internacional, ao interferir com o exercício da soberania das Filipinas e ao utilizarem meios extrativos que prejudicam o meio ambiente. Finalmente, uma decisão sobre as operações militares de grande escala e construção de ilhas artificiais entre as Ilhas da região (PCA, 2016).
A Corte Permanente de Arbitragem não é um “tribunal’’ no entendimento convencional desse termo, mas uma organização administrativa com o objetivo de ter meios prontamente disponíveis para servir como instrumento para resolver disputas específicas por meio de mediação, conciliação, arbitragem, acordo judicial ou outros meios pacíficos de julgamento (PCA, 2016). Em alinhamento com uma das bases da Organização das Nações Unidas a resolução não violenta de conflitos, baseada na fraternidade e na confiança, que do contrário resultam em guerra.

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O segundo ato do musical “Nord Ost” estava apenas começando no Palácio da Cultura da Fábrica de Rolamentos de Moscou quando um grupo de cerca de 53 pessoas rapidamente trocou-se para fardas militares e cobriam seus rostos(SNETKOV, 2007). Minutos depois, gritando slogans e atirando para o ar, os sequestradores pisaram no palco durante o segundo ato do musical. Neste ponto, poucos espectadores perceberam que aquela agitação não era parte do musical, que se passava durante a Segunda Guerra Mundial e que contava com muitos efeitos especiais. Quando os agentes seguiram atirando e ordenaram que os atores a deixassem o palco para se juntarem aos espectadores como reféns, no entanto, ficou clara a gravidade da situação. Assim que o audiência e funcionários, totalizando 979 pessoas, foram subjugados, os rebeldes armaram o salão e as colunas com fios explosivos e bombas. Os terroristas então declararam que iriam executar reféns individualmente e detonar o edifício se as forças russas tentaram qualquer missão de resgate (QUÉNIVET, 2001).
O timing do ataque é de fundamental importância. Durante o ano que antecedeu o incidente, a mídia russa contribuiu consistentemente para uma falsa sensação de segurança, tratando a questão da guerra na Chechênia como finda. Também com a Rússia alinhando-se ativamente com a “guerra ao terror” liderada pelos EUA, a simpatia internacional pelos rebeldes chechenos havia diminuído significativamente. Um incidente de alto perfil era necessário para trazer a Chechênia de volta ao centro das atenções(PILCH, DOLNIK, 2003).
Seria uma provação de 58 horas que acabaria com uma polêmica operação de resgate que resultou em 128 reféns mortos. Os sequestradores - incluindo várias mulheres com explosivos amarrados a seus corpos - se identificaram como membros do Exército checheno. Eles tinham uma demanda: que as forças militares russas iniciassem uma retirada imediata e completa da Chechênia, a região russa devastada pela guerra localizada ao norte das montanhas do Cáucaso(FEIFER, 2002).
A crise dos reféns do teatro de Moscou foi um evento midiático espetacular, que provocou um amplo debate nacional e internacional sobre a adequação da resposta russa e seu tratamento à população civil da chechênia. A crise dos reféns Dubrovka demonstrou vários sinais de alta volatilidade desde o início, sendo um dos mais complexos casos de sequestro até a data. As tentativas de negociação por parte das autoridades russas sofreram de muitas falhas importantes. Ao mesmo tempo, a preparação dos chechenos e a gestão da operação foram excepcionalmente profissionais, fazendo resolução impraticável. A crise terminaria com 130 vítimas (FEIFER, 2002).

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A educação cumpre um papel especial da formação do jovem para a sociedade em que vive e deve responder às necessidades sociais onde o indivíduo em formação se encontra. É o reconhecimento desses princípios que deve embasar os sistemas educativos comprometidos com a ética coletiva. A educação rural cumpre esse papel ao levar em conta as necessidades de formação dos seus alunos para a sua vida no campo. Assim, além das tradicionais áreas de conhecimento da educação regular, a educação rural leva em conta também outras áreas úteis a vida no meio rural - como o trabalho com os saberes da terra – e, ainda, a cultura das comunidades do campo e a luta histórica pelos seus direitos (ATCHOARENA & GASPERINI, 2003). Além da ausência de profissionais especialmente formados para os métodos educativos próprios da modalidade, o déficit estrutural decorrente da ausência do poder público no meio rural, prejudica a formação dos jovens do campo, provocando seu êxodo e uma defasagem educacional entre a população em idade escolar urbana e rural (ATCHOARENA & GASPERINI, 2003).
Paulatinamente, novos desafios começam a confrontar essa realidade já ignorada pelos sistemas educacionais ao redor do mundo, como a crescente demanda pelo domínio das tecnologias da informação e da comunicação (TIC’s). Essa demanda pela inclusão digital é amplamente reconhecida pelas modalidades urbanas de ensino, mas, ainda não recebe o mesmo reconhecimento na modalidade rural (BELUSSO & PONTAROLO, 2017). O uso dessas novas ferramentas de aquisição de conhecimento é uma oportunidade de beneficiar a educação do campo pelo acesso a conhecimentos antes distantes e inacessíveis e contribuir para as comunidades rurais através da formação de seus indivíduos (ATCHOARENA & GASPERINI, 2003), inclusive pelo caminho do desenvolvimento sustentável como disposto na Agenda 2030 e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A partir do posicionamento de que a globalização tem trazido novos desafios como a inclusão digital e a urbanização agravam problemas sociais nas cidades e marginalizam ainda mais as populações rurais (ATCHOARENA & GASPERINI, 2003), é necessário debruçar-se sobre como garantir o desenvolvimento rural em meio às demandas da era digital. Essa concepção de enfrentamento destes problemas só pode ser levada a cabo por meio de políticas públicas de escopo global, formuladas em ambientes que permitam resoluções holísticas.
O Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, responsável pela formulação de políticas globais voltadas para a solução de problemas sociais e superação do subdesenvolvimento econômico há mais de 70 anos, é, então o espaço adequado para a discussão de temáticas de desenvolvimento rural, capacitação de comunidades e inclusão social. E ainda, por conter a UNESCO como uma de suas agências especializadas, o Conselho é espaço privilegiado dentro do sistema ONU de reflexão para a solução das questões de educação e busca pela conquista dos ODS.

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No âmbito das políticas públicas de educação escolar indígena, pensar os motivos que levam os indígenas a buscar o Ensino Superior e o modo como as universidades vêm respondendo a essa demanda é uma das questões centrais que os estudiosos tematizam, sobretudo a partir da década de 1990. Nos debates, evidenciam-se as questões de acesso, permanência e conclusão dos cursos pelos indígenas, que são hoje cerca de 8 (oito) mil acadêmicos matriculados em todo o território nacional. Destes, 3 (três) mil são professores indígenas que frequentam os 26 (vinte e seis) cursos de Licenciatura Intercultural em nível superior no país (BERGAMASCHI, 2018).
O debate acerca da entrada de segmentos populacionais historicamente excluídos no Ensino Superior causa polêmica, pois esbarra em questões históricas e econômicas que desde o período colonial mantiveram indígenas e negros em situação de subalternidade. Na atualidade, os estudos acerca da escolarização dos indígenas têm uma conotação legal e discursiva distinta da ideia de educação como forma de colonização, eixo norteador das políticas de educação escolar a eles destinadas por mais de 500 anos. Iniciando-se com a Constituição Federal de 1988, seguida pelas Diretrizes Curriculares para a Escola Indígena e LDBEN/9394/96, a inclusão educacional passa a ser defendida como um direito de todos e um instrumento para a ampliação da cidadania (BERGAMASCHI, 2016).
Até a década de 1990 os indígenas não reivindicavam em suas lutas o acesso a níveis mais elevados de educação escolar, sendo mais prementes as lutas pela manutenção e demarcação de suas terras e melhoria da infraestrutura das escolas de educação básica. A questão da terra continua sendo central nas lutas indígenas, uma vez que as áreas demarcadas não são suficientes para a manutenção de suas organizações socioculturais, mas têm sido colocadas em pauta, também, novas demandas, que envolvem a formação acadêmica. Dessa forma, o poder público encontrou nas políticas de acesso ao Ensino Superior uma maneira de inserir jovens indígenas, que engrossam as fileiras dos protestos e ocupações de terras, em outro cenário: o do Ensino Superior, com todas as suas promessas de melhores condições de vida (LIMA, 2012).
Com essas defesas, aos poucos, a educação em nível superior vem se tornando uma demanda das populações indígenas, como forma de acesso a outras fontes de recursos para sua subsistência. A universidade passa a ser vista, de acordo com Amaral (2010), como um espaço de afirmação social, econômica e cultural, com a possibilidade de formar um quadro de jovens dirigentes indígenas mais bem articulados com as políticas de geração de renda local.

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Os Líderes do G20 reuniram-se em Hamburgo, na Alemanha, em 2017, para abordar os principais desafios econômicos globais e contribuir para a prosperidade e o bem-estar. Ficou reiterado que superar os desafios de nossa era e moldar um mundo interconectado é o objetivo comum do grupo, como principal fórum de cooperação econômica internacional. O G20 revelou sua força durante a crise econômica e financeira global há dez anos, quando desempenhou um papel crucial na estabilização das economias e dos mercados financeiros, revelando, mais uma vez a importância da cooperação internacional (G20, 2017).
Desde o final dos anos 90, governos e outras entidades reconheceram que uma economia forte e um planeta saudável se reforçam mutuamente, que o engajamento com o setor privado é crucial para o desenho bem-sucedido, o financiamento e a implementação de medidas para lidar com as mudanças climáticas(G20, 2017).
Este reconhecimento levou à expectativa, também refletida nas legislações, de que as empresas forneçam mais e melhor construídas informações sobre seus riscos relacionados ao clima e oportunidades. Reconheceu-se o papel da cooperação entre governos e empresas para a criação de oportunidades de inovação, crescimento sustentável, competitividade e criação de empregos para aumentar o investimento em fontes de energia sustentáveis, tecnologias de energia limpa e infraestrutura (BLOWER ,GUTHRIE, 2017).
Hoje, 2019, a comunidade internacional ainda se compromete com a mitigação das emissões de gases de efeito estufa sendo papel do G20 discutir medidas que venham a facilitar estratégias de longo prazo equilibradas e economicamente viáveis, a fim de transformar e melhorar nossas economias e sistemas de energia compatíveis com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (G20, 2017).

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A organização mundial da Saúde, em seu primeiro relatório sobre doenças tropicais negligenciadas afirma que embora sejam diversificadas do ponto de vista médico, as doenças tropicais negligenciadas constituem um grupo, uma vez que todas estão fortemente associadas à pobreza, todas proliferam em ambiente empobrecidos e todas sobrevivem melhor em ambientes tropicais, onde tendem a coexistir. Muitas delas são doenças antigas, e têm assolado a humanidade há séculos (OMS, 2015).
Argumenta o estudo que muitas dessas doenças, que já foram amplamente prevalentes, desapareceram gradualmente em extensas partes do mundo à medida em que as sociedades se desenvolveram e as condições de vida e de higiene melhoraram. Hoje, embora prejudiquem a vida de cerca de um bilhão de pessoas, as doenças tropicais negligenciadas permanecem em grande parte ocultas, concentradas em áreas rurais remotas ou em favelas urbanas. São também, em sua maioria, silenciosas, uma vez que as pessoas afetadas ou em risco têm pouca voz política.
A pobreza está intrinsecamente relacionada à incidência de Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). Os principais países que possuem os mais baixos índices de desenvolvimento humano (IDH) e as maiores cargas de DTNs estão localizados em regiões tropicais e subtropicais do mundo(LINDOSO, 2009).
A Declaração do Milênio e seus Objetivos reconhecem a contribuição da saúde para o objetivo abrangente de redução da pobreza. Os esforços para controlar as doenças tropicais negligenciadas constituem uma estratégia de grande alcance em favor das populações pobres. A lógica mudou: ao invés de esperar pelo desaparecimento gradual dessas doenças, à medida em que os países se desenvolvem e as condições de vida melhoram, considera-se agora que um esforço deliberado para provocar seu desaparecimento é um caminho para a diminuição da pobreza que pode, por si mesmo, impelir o desenvolvimento socioeconômico.
Doenças negligenciadas são doenças que não só prevalecem em condições de pobreza, mas também contribuem para a manutenção do quadro de desigualdade, já que representam forte entrave ao desenvolvimento dos países. Como exemplos de doenças negligenciadas, podemos citar: dengue, doença de Chagas, esquistossomose, hanseníase, leishmaniose, malária, tuberculose, entre outras. Mais de um bilhão de pessoas estão infectadas com uma ou mais doenças negligenciadas, o que representa um sexto da população mundial (LINDOSO, 2010).
Algumas dessas doenças estão sendo combatidas através da administração em massa de medicamentos doados que evitam a proliferação de parasitas e reduzem o pool de infecções, tornando a eliminação um alvo viável (OMS, 2017).
É inteiramente possível controlar doenças tropicais negligenciadas. É totalmente justificável ter como objetivo o controle completo e até mesmo a erradicação dessas doenças.

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Para Coli (1995) mesmo que não haja uma definição lógica do conceito de arte, as pessoas conseguem identificar alguns exemplos expressivos de arte. Vide exemplo, “Mona Lisa”, “Nona sinfonia de Beethoven”, “Divina Comédia” e “Guernica”. Essas manifestações artísticas vão sendo reconhecidas e acabam por ser perpetuadas ao longo das sociedades, tornando-se eternizadas. Essa identificação parte da cultura que corresponde a um padrão de comportamentos, instituições e valores subjetivados e objetivados transmitidos por gerações, correspondendo à forma como a sociedade se apresenta ao globo. Mas também, é observado que a grande maioria das pessoas enxerga as artes com admiração, tanto que elas podem vir a transmitir determinados significados referentes a uma obra de arte a outras gerações (AJZENBERG, 2012).
Um movimento artístico seria uma tendência que, por um determinado espaço de tempo, iria influenciar o trabalho de (não) artistas - poetas, escultores, músicos e pintores. A arte pode ser vista, por todos, como uma ferramenta que possibilitaria a transformação. Mas também, é através dela que se há uma compreensão da sociedade, percorrendo-se sobre os tempos desta e revelando-se os aspectos latentes, assim como os esquecidos por meio do olhar dos artistas que seguiram determinado movimento.
A Semana de Arte Moderna de fevereiro de 1922, realizada em São Paulo, é importante referencial para reflexões estéticas e para a crítica de arte do país. Essa manifestação é potencializada pelo contexto em que ocorre. As questões associadas ao nacionalismo emergente do pós-Primeira Guerra Mundial e à industrialização que se estabelece, especialmente em São Paulo, motivam intelectuais e jovens artistas entusiasmados a reverem e criarem novos projetos culturais(AJZENBERG, 2012).

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Políticas discriminatórias do governo de Mianmar desde o final dos anos 70 obrigaram centenas de milhares de muçulmanos Rohingya a fugirem de suas casas no país predominantemente budista. Os Rohingya, que contavam com cerca de um milhão de pessoas, em Mianmar no início de 2017, são uma das muitas minorias étnicas do país. Eles possuem sua própria língua e cultura e dizem que são descendentes de comerciantes árabes e outros grupos, que estão na região há gerações. Mas o governo de Mianmar, um país predominantemente budista, nega a cidadania Rohingya e até mesmo os excluiu do censo de 2014, recusando-se a reconhecê-los como um povo (UN, 2018).
O governo de Mianmar efetivamente institucionalizou a discriminação contra o grupo étnico através de restrições ao casamento, planejamento familiar, emprego, educação, escolha religiosa e liberdade de movimento. Por exemplo, casais Rohingya nas cidades de Maungdaw e Buthidaung, no norte, só podem ter dois filhos. Rohingya também deve pedir permissão para se casar, o que pode exigir que eles subornem as autoridades e forneçam fotografias da noiva sem lenço de cabeça e o noivo com o rosto barbeado, práticas que conflitam com os costumes muçulmanos. Para se mudar para uma nova casa ou viajar para fora de seus municípios, Rohingya precisa obter aprovação do governo.
Além disso, o Estado de Rakhine é o estado menos desenvolvido de Mianmar, com uma taxa de pobreza de 78%, em comparação com a média nacional de 37,5%, segundo estimativas do Banco Mundial. A pobreza generalizada, a infra-estrutura deficiente e a falta de oportunidades de emprego em Rakhine exacerbaram a clivagem entre os budistas e os muçulmanos Rohingya, essa tensão é aprofundada ainda mais pelas diferenças religiosas entre os grupos.
Os confrontos em Rakhine começaram em agosto de 2017, depois que um grupo militante conhecido como Exército de Salvação Arakan Rohingya (ARSA) reivindicou a responsabilidade pelos ataques à polícia e aos postos do exército. O governo declarou a ARSA uma organização terrorista e os militares realizaram uma campanha brutal que destruiu centenas de aldeias Rohingya e obrigou quase setecentos mil Rohingya a deixar Mianmar. Pelo menos 6.700 Rohingya foram mortos no primeiro mês de ataques, entre 25 de agosto e 24 de setembro de 2017, de acordo com a organização médica internacional Médicos Sem Fronteiras. As forças de segurança de Mianmar também supostamente abriram fogo contra civis em fuga e plantaram minas perto dos postos de fronteira usados por Rohingya para fugir para Bangladesh. Essa é atualmente a mais urgente emergência internacional (UNHRC, 2017).